É uma criança Despistada ou tem Défice de Atenção ?!



Todas as pessoas se lembram de terem cometido erros por não estarem atentas, mas os pequenos despistes ocasionais não têm nada a ver com a disfunção da atenção. As crianças com falta de atenção não conseguem concentrar-se durante um tempo prolongado nem no trabalho nem nas brincadeiras.

O défice de atenção é uma alteração que costuma estar associada à hiperactivi­dade, embora os sintomas de falta de atenção predominem, por vezes, até à idade adulta.

CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE ATENÇÃO NA VIDA QUOTIDIANA

A criança com défice de atenção tem muita dificuldade em estar atenta às ex­plicações dos professores e costuma fal­tar-lhe os dados para realizar os deveres. A leitura, a escrita e a matemática são as áreas escolares em que o atraso se acen­tua mais.

As censuras frequentes por não estar com atenção podem provocar na criança uma atitude de frustração que se ma­nifesta em rejeição para com a escola, em confronto com os professores ou passivi­dade. A criança apercebe-se de que, por mais que tente estar com atenção, não consegue e isto aumenta a sua frustração.

COMO PODEM OS PAIS AJUDAR


Os pais devem compreender que o filho tem um problema e que não age assim para aborrecer os outros, mas porque não sabe nem pode fazer outra coisa. Com esta mudança de atitude, os pais deixam de censurá-la e a criança sentir­-se-á aliviada.

Estas crianças precisam que os pais lhes dediquem tempo e que, quando es­tiverem a falar ou a realizar actividades com elas, não existam interferências. Convém que a televisão não esteja ligada nem que haja outras pessoas que recla­mem a sua atenção. Costuma ser benéfico propor-lhes actividades ou brincadei­ras que exijam que estejam atentas aos pormenores e que as obriguem a manter a atenção durante um certo tempo.

Os pais devem estar disponíveis para ajudar a criança, mas sem permanece­rem continuamente ao lado dela. É ne­cessário que adquira autonomia suficien­te para agir na escola do mesmo modo como aprende em casa.

Os pais devem mencionar ao filho as pequenas conquistas quotidianas por­que às vezes ele não se apercebe ou não as valoriza. Os elogios são os melhores incentivos para a criança aumentar a sua auto-estima.


Bibliografia: Enciclopédia dos Pais – parte I

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