Consultório
Psicologia Clínica e Psicoterapias Breves
Tudo o que somos...
Aceite-se como é ... e todos os seus recursos interiores desvelar-se-ão para tornar-se no que quer ser.
Quais as implicações de o terapeuta oferecer-se como pessoa?

Implica que o terapeuta tenha que se confrontar com as suas questões pessoais que não quer encarar, e que lhe vão sendo trazidas pelo cliente. Há um confronto constante com as suas fragilidades, não lhe sendo possível a evitação. O instrumento terapêutico passa a ser o Self do terapeuta, utilizando-se a expressão “ O curador ferido” de Hyckner.
O primeiro objectivo é a construção da “relação de confiança” com o cliente, sendo para tal necessário “confirmá-lo” e “aceitá-lo” na sua realidade existencial. O que o cliente necessita é de restaurar as feridas do desamor.
É numa relação de confiança que o individuo se revela, ou seja tem a possibilidade de exprimir livremente sentimentos e emoções, vivenciar a aceitação e confirmação por parte do outro, despertando a esperança adormecida, abrindo as portas da criatividade e, recriando a vida.
É uma criança Despistada ou tem Défice de Atenção ?!

Todas as pessoas se lembram de terem cometido erros por não estarem atentas, mas os pequenos despistes ocasionais não têm nada a ver com a disfunção da atenção. As crianças com falta de atenção não conseguem concentrar-se durante um tempo prolongado nem no trabalho nem nas brincadeiras.
O défice de atenção é uma alteração que costuma estar associada à hiperactividade, embora os sintomas de falta de atenção predominem, por vezes, até à idade adulta.
CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE ATENÇÃO NA VIDA QUOTIDIANA
A criança com défice de atenção tem muita dificuldade em estar atenta às explicações dos professores e costuma faltar-lhe os dados para realizar os deveres. A leitura, a escrita e a matemática são as áreas escolares em que o atraso se acentua mais.
As censuras frequentes por não estar com atenção podem provocar na criança uma atitude de frustração que se manifesta em rejeição para com a escola, em confronto com os professores ou passividade. A criança apercebe-se de que, por mais que tente estar com atenção, não consegue e isto aumenta a sua frustração.
COMO PODEM OS PAIS AJUDAR
Os pais devem compreender que o filho tem um problema e que não age assim para aborrecer os outros, mas porque não sabe nem pode fazer outra coisa. Com esta mudança de atitude, os pais deixam de censurá-la e a criança sentir-se-á aliviada.
Estas crianças precisam que os pais lhes dediquem tempo e que, quando estiverem a falar ou a realizar actividades com elas, não existam interferências. Convém que a televisão não esteja ligada nem que haja outras pessoas que reclamem a sua atenção. Costuma ser benéfico propor-lhes actividades ou brincadeiras que exijam que estejam atentas aos pormenores e que as obriguem a manter a atenção durante um certo tempo.
Os pais devem estar disponíveis para ajudar a criança, mas sem permanecerem continuamente ao lado dela. É necessário que adquira autonomia suficiente para agir na escola do mesmo modo como aprende em casa.
Os pais devem mencionar ao filho as pequenas conquistas quotidianas porque às vezes ele não se apercebe ou não as valoriza. Os elogios são os melhores incentivos para a criança aumentar a sua auto-estima.
Bibliografia: Enciclopédia dos Pais – parte I
Como lidar com as Birras ...

É PRECISO TEMPO. A CRIANÇA PRECISA DESTE CONFRONTO COM O ADULTO PARA:
a) Aprender os seus limites;
b) Lidar com a frustração de não ter tudo o que quer. Estas experiências serão muito importantes para o seu desenvolvimento.
FAZER A SELECÇÃO DAS BIRRAS:
A criança deve poder “ganhar” em pequenas coisas:
- A vontade legítima também pode ser satisfeita.
- No entanto, deve ser contrariada em tudo o que:
a) Represente perigo – ex. andar de carro fora da cadeirinha, mexer na gaveta dos talheres, etc.
b) A prejudique – ex. deitar-se tarde, comer muitos doces, usar sandálias no inverno, etc.
c) A faça sentir que manda nos pais – ex. dar pontapés na mãe durante a birra, obrigar o pai a dar o telemóvel, exigir brinquedos, etc.
NÃO ENTRAR EM GRANDES EXPLICAÇÕES MORAIS, NEM APELAR AOS SENTIMENTOS DA CRIANÇA:
Por exemplo:
“Não podes fazer isso porque...”
“Olha que a mãe fica triste e chora”
Esta atitude só enerva mais a criança, uma vez que já está exaltada e dá-lhe mais espaço para armar a birra.
ASSUMIR A RESPONSABILIDADE PELA EDUCAÇÃO: NÃO USAR PERSONAGENS PARA PUNIR A CRIANÇA:
Por exemplo:
a) A ameaça com personagens (televisão) agressivas ou figuras reais punitivas desautoriza os pais.
b) Assim a criança sente que os pais não têm capacidade para a conter. Vai continuar a explorar limites.
EVITAR CONTRADIÇÕES ENTRE O QUE É DITO PELOS PAIS:
a) Os pais devem manter regras.
b) O que é autorizado e o que não o é deve ser conhecido por todos na educação da criança.
c) A mínima contradição cria espaço para o não cumprimento.
NUNCA CEDER A MEIO DE UMA BIRRA:
a) Se já foi estabelecido pelos pais que determinado comportamento não é aceitável (perigoso, prejudicial, autoritário), então devem conter a Birra até ao fim sem ceder.
b) Todavia, não confundir cumprir regras com estarmos zangados ou até com não gostarmos da criança.
ACEITAR O CHORO DA CRIANÇA:
a) Demonstrar à criança que pode chorar (até faz bem), queixar-se e tentar consolar-se no seu colo ou com algum objecto de conforto.
b) Se aceitarmos o choro como normal e natural, a criança não se vai sentir um empecilho. E não tem que se comportar como tal. Vai sentir que tem valor, porque gostam dela.
VALORIZAR O FIM DA BIRRA:
a) Depois de os ânimos acalmarem, a criança deve ser valorizada por ter conseguido acalmar-se sem o seu desejo (exigência ilegítima) ter sido realizado.
b) Não o fazer é equivalente a transmitir que se está zangado e que já não se gosta da criança.
Nós e os outros...

O que é, é.

Terapia do Elogio

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se valorizando os defeitos dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio tem afectado muitas famílias. A falta de diálogo nos seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa. Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza dos nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento dos nossos filhos.
O bom profissional gosta de ser reconhecido;
O bom filho gosta de ser reconhecido;
O bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos;
O bom amigo quer sentir-se querido;
Vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.
Quantas pessoas poderá fazer feliz hoje elogiando-as de alguma forma?
